Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009

Voglio un giorno per piangere

Voltei, quem sabe para ficar, e começo com uma descoberta que fiz na internet: resolvi fazer uma saudável busca pelo meu nome no google, quando encontro, num fórum de discussão italiano uma poesia minha traduzida por eles.
Senti-me veramente lisonjeado e compartilho com vocês esta versão:

"Mi piace molto Álvaro Fonseca Duarte, lui è un ragazzo di 21 anni, ma le sue poesie mi piacciono molto..Te dedico una che mi piace in particolare:"

"La traduzione sarebbe questa (non perfetta perchè ho tradotto io adesso)

Voglio un giorno per piangere

Voglio un giorno per piangere;
Un giorno freddo, triste, con il clima ideale
Per piangere, come non ho mai fatto
E cosi esorcizzare tutto il male.

Voglio piangere per l'amore che non ho mai avuto,
Piangere per l'amore che ho perduto,
Soffrire con l'amore che ancora vive,
E ricordarmi il dolore cho ho già sofferto.

Annegarmi tra singhiozzi e dolori,
Dimenticarmi per un giorno;
Caminare nella Valle della Morte e i suoi portali,
Perdermi solo nella notte fredda.

E quando finalmente l'amore mi abbandonerà,
Desidererò un solo giorno per piangere .
Quero um dia para chorar
Quero um dia para chorar;
Um dia frio, triste, com o clima ideal
Para chorar como nunca chorei
E assim exorcizar todo o mal.
Chorar pelo amor que nunca tive;
Lamentar o amor que perdi;
Sofrer com o amor que ainda vive;
E lembrar a dor que já senti.
Afogar-me entre soluço e ais;
Esquecer-me por um dia;
Andar no Vale da Morte e seus umbrais;
Perder-me só na noite fria.
E quando enfim o amor me abandonar
Vou querer apenas um dia para chorar.
Álvaro Fonseca Duarte

(comentários dos carcamanos: Ti piace? Bella, veramente bella Vediamo se è stato edito qualcosa di questo poeta in italiano)

quem quiser conferir é só entrar: http://195.110.124.116/showthread.php?t=52646&page=115

Segunda-feira, Maio 19, 2008

Muito Longe de casa

"un libro bueno es lo
mismo que un viejo
amigo..." Martí
O livro mais bacana quem li este ano ou, talvez, em anos. Conta a história real de um menino fugindo do horrores da guerra civil de Serra Leoa e que acaba virando soldado, pois não tem como mais fugir. Também conta a história de sua re-habilitação e fuga para os EUA. O livro é de um humanismo impar, e desvela os horrores da guerra com uma linguagem simples e envolvente. Porém é um livro triste, cru e não usa meios termos para tratar a crueldade humana. Já viram "Diamante de sangue"? Fichinha perto deste livro. Pode-se sentir o gosto de sangue e o cheiro de pólvora ao ler este livro e mostra a visão de quem mais sofre com as guerras: as crianças. Afinal, elas que ficam orfãs, são abusadas, mortas e/ou usadas como bucha de canhão na guerra. Fazem-se soldados de corpo e alma, pequenos infantes a lutar de maneira cruel, matando mais do que pessoas, mas a sua própria humanidade.
Talvez pensemos que a saída deles é fugir de lá, mas não nos esqueçamos que foi a divisão feita pelos europeus que causou todos estes conflitos na África e é a nossa indiferença que fortalece sua permanência nos dias atuais. Tal qual os meninos do tráfico, um dia o sangue derramado destas e por estas criança um dia será cobrado.
Pagaremos o preço?

Quarta-feira, Abril 30, 2008

Dos processos Educativos

Época de conselho nos faz reflitir certos temas, mas o principal é qual o papel do professor e do aluno no processo de ensino-aprendizado? Vale a pena parar e analisar certas questões desta pergunta.Primeira parte da pergunta a se responder é: qual a importância das opções éticas do docente no processo educativo? “O professor não atua seguindo modelos formais e científicos... senão que responde pessoalmente, na medida de suas possibilidades, e com diferente grau de compromisso ético profissional, às exigências de seu trabalho com um grupo de alunos em determinadas condições” ( SACRISTAN p. 274). Dessa forma Sacristán coloca a importância de um compromisso ético do profissional da educação com o processo educacional. O professor deve ter consciência de que sua atuação traz conseqüências imediatas para a vida dos alunos, e que, portanto, seu compromisso com os resultados de sua atuação deve ser constantemente observado. A influência que exerce e o aprendizado que proporciona tornam o profissional da educação peça essencial no desenvolvimento pessoal de seus alunos e, por isso, o compromisso ético do docente com esse processo educacional deve ser de fundamental importância.O processo de ensino e aprendizagem não depende única e exclusivamente do professor, mas precisa também contar com a participação e colaboração dos alunos. Sem essa contrapartida dos discentes de nada adianta a boa elaboração de planos de aula ou o esforço isolado dos docentes na educação. “Requer-se deles ( dos alunos) um certo compromisso com a tarefa, uma ordem e uma disciplina apoiadas nas regras do trabalho”. Segundo Sacristán “a educação pode ser atrativa e produto de uma colaboração entre professores e alunos...”tornando-se um processo conjunto de aprendizagem. A participação necessária e mesmo essencial, do aluno em sua formação não significa que eles devam escolher livremente o que de essencial devem aprender, mas que “podem participar na discussão do plano de trabalho, na relação de tarefas alternativas, na análise do trabalho realizado, na busca de recursos externos...”. De acordo com os autores de escolas Democráticas, Michael Apple e James Beanes, a participação ativa dos alunos é pressuposto essencial para que se possa ter uma educação democrática, que envolve não apenas alunos e professores, mas toda a comunidade em geral. Nessas escolas os alunos são ativos no processo de aprendizagem, o que torna e escola um espaço de interação entre alunos e profissionais da educação, facilitando o envolvimento direto de todos os interessados no processo.

Sábado, Março 29, 2008

Eu não vendo educação

Não acredito em instituições que dizem que podem garantir seu aprendizado. Ué, como podemos fazer isto de maneira objetiva, sem dar margens para especulações? Se como professor já me sinto incomodado em atribuir notas às provas e trabalhos, imagine garantir, com cem por cento de certeza, que meu aluno aprende realmente!? Coisa de louco!
Também não acredito em cursinhos que oferecem seguro-reprovação. Acham-se tão bons, tão eficazes que se dão a este luxo, mas esquecem todo o caráter subjetivo que a relação ensinar –aprender possui. A não ser que não estejam preocupados com isto, com o saber, mas apenas com que seus alunos acumulem a maior quantidade de informação possível e depois vomite-a nas provas de vestibular. Se vão saber os conteúdos, ou se serão capazes de estabelecer relações complexas entre os conhecimentos, não lhes interessa. Importa que passem no vestibular e entrem, semi-analfabetos, na faculdade.
Não acredito em pessoas que defendem que professores tem que receber por produtividade. Como se quantificaria isto? Se é por número de alunos com boas notas é só fazer provas fáceis, ou o contrário, alunos com notas baixas, provas impossíveis. Se é por quantidade de conteúdos é só despejá-los sobre os alunos, não importando se aprenderam ou não. Escolas não são linhas de montagem, não dá para cobrar por produção.
Acredito no conhecer (do latim “nascer com”). Creio que a escola e professores têm que fazer com que este “nascer com” realmente nasça dos alunos, venha à tona. Acredito no saber (do latim, “saborear”; por isto defendo a volta do latim ao currículo, pois ensina a pensar melhor), no fazer com que os alunos “saboreiem” os conteúdos. Se existem enólogos cheios de regras para degustar vinhos, porque não aprender a degustar a vida?
A prática, em geral, se distancia disso. Mas deixar de crer que podemos fazer a diferença nos matará de vez.

Domingo, Janeiro 20, 2008

O caçador de pipas - o filme

Fui ver o filme. Não é tão bom quanto o livro, mas é triste igual. As interpretações estão a altura dos personagens, principalmente os menininhos que fazem o Hassam e o Amir. A fotografia não surpreende, mas era mais ou menos com estas cores que eu imagina quando estava lendo. O baba esta especialmente bom; e o Amir mais velho é mais macho.

O que eu mais gostei é que o filem esta profundo, com uma narrativa lenta (mais lenta do que o livro) e, para quem leu o livro, faz com que você fique esperando certas cenas.

Vale a pena. Foge destes filmes mais palatáveis do cinema americano. Tanto que os afegãos falam farsi durante quase todo o filme e não apenas inglês com sotaque (ver "amor nos tempos do cólera", em que os atores falam inglês com sotaque espanhol).

Gostei e recomendo.

Sábado, Janeiro 19, 2008

Pogonologia

Pogonologia é o estuda da barba.

Vestígios arqueológicos, como conchas afiadissímas, indicam que os homens fazem a barba desde muito antes de Cristo. (5000 a.C.)

Alexandre Magno mandava seus soldados se barbearem, para que não fossem agarrados pelas barbas por seus inimigos.

No exército romano também era costume raspar a barba sempre

Os hindus queimavam os rostos dos meninos com ferro quente para não lhe crescerem as barbas.

Durante o período da Regência, no Brasil, todos esperavam "as barbas do imperador", isto é, que D Pedro II tivesse idade suficiente para governar.

Para os judeus, contrariando o costume de deixar a barba crescer, um homem deve raspar sua barba como penitência, como sinal de pureza e de cumprimento de um voto.

Ritual Matinal Masculino:
Molhar o rosto, espalhar o creme ou espuma, passar a lâmina, limpar e passar o produto pós-barba. Poucos se dão conta , mas o homem se barbeia mais de 20 mil vezes durante a vida, gastando nesse processo mais de 3000 horas. Esse gasto de tempo é necessário porque os pêlos da região do rosto crescem cerca de 1 centímetro por mês.
Pode não parecer, mas a barba é composta por cerca de 30.000 pêlos. A cada manhã, a lâmina remove aproximadamente 65 mg de pêlos e fragmentos de pele.

Bom, resolvi, com o devido incentivo de minha futura esposa, fazer depilação a laser na barba.
Podem dizer que não é muito masculino. Quem me conhece sabe que eu deixo a barba crescer, ou por fazer, afinal tenho um pequeno probleminha de infecção na região do pescoço. Olha, deixar a barba crescer é moleza. Não dói, não sente a pele queimar; coça um pouco apenas. Agora, depilar a laser dói, e dói pacas. Você sente a pele arder por um bom tempo depois do procedimento. Isto sim que é macheza.

Se vale a pena? Só o tempo dirá, mas estou apostando que sim!

(só não sei se tenho tanta hombridade para agüentar mais umas 4 sessões de tratamento)

O boêmio voltou novamente...

A vida é boa. Apesar de tudo é boa. como diz o poeta: "a vida só se dá a quem se deu, a quem amou, a quem sorriu, a quem sofreu..." Resolvi voltar a escrever neste blog porque acho que 2008 promete. não sei o quê, mas que promete, ah, sim, promete.

Segunda-feira, Maio 21, 2007

Excertos d'Alma

Pequenos excertos de uma alma que não se abre sempre, mas como poucos lêem, então poucos vão perceber...



Que homem não deseja saber o que o fruto do seu afeto pensa? Mas como isto me exaspera porque a cada instante você dá sinais de uma coisa diferente; de que quer uma outra coisa. Ah, que saudades do tempo que com apenas um olhar eu radiografava seus pensamentos e podia precisar o que se passava em sua cabeça. Mas este tempo não volta. Agora recebo apenas frieza e te lanço o mesmo olhar de Adão para Eva recém criada: “Que mulher é esta?”. Você é o inverso do clássico quadro de Vênus nascendo na concha nacarina, você está se fechando nesta concha e não te alcanço mais. Por que se esconde tanto? Porque foge tanto? Por que mudou tão rapidamente de atitude. Definitivamente espero tudo e nada de você.



Às vezes acho que tudo ocorreu rápido de mais, porém outras vezes penso que não. Foi um ardo trabalho construir o que construímos, se construímos algo, mas isto desmantelou-se como um castelo de areia frente ao impávido mar. Não sei o quê tínhamos/sentíamos era como uma fênix que renasce das cinzas, por isto não posso dizer se vai ressuscitar ou não. Sei que ainda guardo vivo na lembrança todos os bons e maus momentos que passamos juntos. Não sei o quê passa em teus tão atabalhoados pensamentos, mas creio que ainda guardas na memória muito do que comungamos por estes ditosos anos em que estivemos unidos. Gostaria de dizer que às vezes penso que talvez tenha sido melhor assim, pois estávamos destruindo um ao outro e a separação foi a melhor saída para não continuarmos dentro deste buraco negro que sugava-nos para seu interior. Meus olhos só viam dor e meu coração estava afogado no desespero e na tristeza. Não via saídas, nem solução a não ser a morte. Na época eu quis que soubesses para que me ajudasse, mas não foi bem isto que aconteceu. Gostaria de ser sincero com você e dizer que o que me magoou profundamente foi o fato de que tu não confiavas mais em mim. Sei que não dava muitos motivos para merecer sua confiança, mas pelo menos um pouco de consideração eu esperava. Eu só queria que fosses sincera comigo e contasse-me o que estava acontecendo, só que tive que ver o que estava acontecendo. Como seu amigo eu ansiava que você me disse e não que eu descobrisse. Mas deixe, não gostaria de colocar algumas conclusões que venho chegado. Gostaria sim de dizer muito mais coisas que, quer por medo, quer por não saber me expressar, nunca disse.



Não há o que desculpar, nem que pedir desculpas a não ser o fato de quê poderíamos ter sido mais sinceros e intensos um com o outro. Despeço-me com um pensamento de Kahlil Gibran que você sabe é meu escritor favorito:
“... Tudo isso passou-se ontem, minha amada, quando meus sonhos se escondiam na escuridão e temiam a aproximação do dia.
Tudo isso se passou quando a tristeza dilacerou meu coração e a Esperança esforçou-se por consertá-lo.
Em uma noite, numa hora, num pequeno espaço de tempo, o Espírito desceu do centro do círculo da luz divina e olhou para mim com os olhos do teu coração. Daquele olhar, nasceu o Amor, e ele encontrou refúgio em meu coração.
Esse grande Amor, envolto nas vestes de meus sentimentos, transformou a tristeza em alegria e o desespero em contentamento, a solidão em paraíso.”



Tenho medo de parecer que estou fazendo chantagem emocional, que quero deixar-te com pena, com compaixão. Parece, porque sofro, quero fazer com que sofras também. Mas não é verdade! Pelo contrário, se tua felicidade consistir em viver longe de mim, então que sigas teu caminho, pois tenho a certeza de que um dia nossos caminhos vão se reencontrar, e, então, eu poderei deleitar-me de teu amor por toda a eternidade. Não é uma despedida, é apenas um modo de dizer que sei que ficaremos juntos: nesta, ou na outra vida, ou, ainda, em outras encarnações. Porque sei que o meu primeiro olhar para ti não foi, na verdade, o primeiro. E o momento em que nossos corações se encontraram confirmou-me a crença na Eternidade e na Imortalidade da Alma. Pois quando olhei no fundo dos teus olhos eu reconheci minh’alma e tive a certeza de ter encontrado o Amor, a Felicidade e a parte que faltava em mim.
Só quero que saiba que desde o instante que começamos a nos aproximar eu senti que nos conhecíamos a gerações; e ontem eu percebi que nada é tão forte que possa manter-nos separados por muito tempo



Só Deus sabe quantas vezes vou dormir desejando nunca mais despertar; e pela manhã, quando abro os olhos e torno a ver o sol, sinto-me um desgraçado. Ah, se eu fosse um maluco, poderia jogar a culpa no tempo, em outra pessoa, num projeto fracassado, e assim o peso insuportável da minha dor poderia ser dividido. Que desgraçado sou: sei que perfeitamente que sou o único culpado... Não exatamente culpado, mas é em mim que está a fonte de todos os meus males, como outrora a fonte da minha felicidade. Não sou mais o homem que outrora nadava num mar de rosas, e a cada passo via surgir um paraíso, e cujo amor era capaz de abranger o mundo inteiro? Mas o coração que assim pulsava está morto, foi assassinado por um ser de tamanha candura que graça que não parece nem ser suspeito. Agora do meu coração não brota mais nenhum encanto; meus olhos, agora secos, não se refrescam mais de lágrimas benfazejas, e a angústia e as drogas abafam meus sentidos. Sofro ainda mais ao verificar que perdi tudo o que dava encanto a minha vida: os amigos (estes eu abandonei); a alegria; a poesia; o Amor... Muitas vezes cai de joelhos e rogo a Deus que mande algumas lágrimas, como um semeador implora a chuva em tempo de seca, e fico preso a milhões de vagos pensamentos...
Mas, pobre de mim, não são os nossos pedidos impulsivos que farão com que Deus conceda a chuva e o sol. E os tempos dos quais sinto uma torturante saudade sei que não voltarão mais. A dor anestesia-me e não consigo mais pensar. É uma dor latente, aguda, fria que toma conta do meu ser e faz-me pedir, delirantemente, pela morte. Nada desejo, nada peço, quero apenas partir...