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domingo, outubro 30, 2011

Expansões

para você


"Eu gosto, gosto de você!

Compreende? Eu tenho por você uma doidice…

Falo, falo, nem sei o quê,

Mas gosto, gosto de você.

Você ouviu bem isso que eu disse?…

Você ri? Eu pareço um louco?

Mas que fazer para explicar isso direito,

Para que você sinta?… O que eu digo é tão oco?

Eu procuro, procuro um jeito…

Não é exato que o beijo só pode bastar.

É preciso exprimir, traduzir, explicar…

Ninguém sente senão o que soube falar.

Vive-se de palavras, nada mais.

Mas é preciso que eu consiga

Essas palavras e que eu diga,

e você saiba… Mas, o quê?

Se eu soubesse falar como um poeta que sente,

—diga!— diria eu mais do que

quando tomo entre as mãos essa cabeça linda

e cem, mil vezes, loucamente,

digo e repito e torno a repetir ainda:

Você! Você! Você! Você!…".

(Paul Géraldy, poeta francês)

domingo, abril 29, 2007

Minha vida!

Falhei miseravelmente em fazê-la feliz...



Regra Três
(Vinicius de Moraes / Toquinho)
Tantas você fez que ela cansou
Porque você, rapaz
Abusou da regra três
Onde menos vale mais
Da primeira vez ela chorou
Mas resolveu ficar
É que os momentos felizes
Tinham deixado raízes no seu penar
Depois perdeu a esperança
Porque o perdão também cansa de perdoar
Tem sempre o dia em que a casa cai
Pois vai curtir seu deserto, vai.
Mas deixe a lâmpada acesa
Se algum dia a tristeza quiser entrar
E uma bebida por perto
Porque você pode estar certo que vai chorar

sábado, abril 28, 2007

Poesias

duas, das antigas, e que têm a ver com a data de hoje (presente e passado)...


Andando só, sob o luar;
Triste e pensativo, o frio me aquecia;
Teu nome comecei a chamar,
Mas você não respondia.

Dei-me a sonhar, a divagações;
Comecei a pensar em você.
O que tem de bela e doce?
O que faz destruir os corações?

Ponho-me a escrever;
Para ver se você sente,
Compreende, passa a entender;
O quê em você me prende.

Não serão seus olhos de menina;
Não serão suas formas de mulher;
Não serão seus beijos de cajuína;
Não será este teu modo de querer.

Será tua alma incontrolável;
Teu modo de ser meio amalucado;
Teu modo de chorar; teu sorriso imaculado;
E por você ser, unicamente, inexplicável.

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Ela me lembra
uma das amigas da minha irmã
Mas não uma santa.

Ela me lembra
uma adolescente descobrindo a vida,
Mas não uma santa.

Ela me lembra
uma cortesã no exercício de seu oficio,
Mas não uma santa.

Ela me lembra
uma qualquer que ama, ri, chora,
Mas não uma santa.

Ela me lembra
uma mulher, uma menina, uma rapariga,
Mas não uma santa.

Talvez ela nunca tenha sido uma santa!